"Quebra Asa" será um plataforma colaborativa de experimentação entre músicos do coletivo Geração Perdida de Minas Gerais. O primeiro disco do projeto, lançado nesta terça-feira (8), é assinado pelo trio Fernando Motta, Jonathan Tadeu e Vitor Brauer.
Como foi?
"O projeto foi criado em maio deste ano. Eu (Fernando), Jonathan e Vitor resolvemos que iríamos para o estúdio compor um disco. As únicas regras eram: seríamos uma banda de rock, as músicas teriam energia e tentaríamos fugir um pouco do que cada um faz na sua carreira solo.
Passamos a nos reunir duas vezes por semana no Estúdio OM, em BH. Eu na guitarra e voz, Jonathan no baixo e Vitor na bateria. Vitor quis que tivesse só um vocalista pra ficar mais fácil na hora do show. No primeiro ensaio, fizemos praticamente toda a estrutura de "Lesei". Senti vontade e necessidade de gritar. Ali eu sabia que essa seria uma característica marcante da banda. É claro que uma das primeiras referências da banda - até por ser um trio - era o Nirvana mesmo. Mas a cada música a gente foi deixando sair ou pensando em referências de ritmos variados.
Chegávamos no estúdio, alguém tinha alguma ideia de batida ou riff de guitarra ou de baixo. Desenvolvemos a maioria das músicas assim. Eu improvisava a linha vocal e depois ia pra casa fazer a letra pra já levar no próximo ensaio.
Ficamos por três meses assim. Ensaios quarta e sábado. "Vontade", o primeiro single, foi a quarta ou quinta música a ser feita. Nessa, eu estava ouvindo muito Unwound quando rascunhei, mas quando colocamos a banda na música os meninos falaram que ficou mais pra uma mistura de Deftones com Clube da Esquina.
"Peso Morto" o Vitor sugeriu que fizéssemos uma coisa meio Can. "Condor" eu acho meio Alice In Chains com loucura. "Coliseu" tinha o apelido de "Janaína", em referência à música do Biquini Cavadão, porque ela tem a lógica parecida, de cantar o verso no lugar no refrão.
Acho que a gente virou uma banda punk. Mas claro que tem o lado lírico, melódico.
O disco foi gravado quase que numa toada só e acho que captou esse espírito. O registro foi feito quase todo ao vivo, no Cavalo Estúdio, em São Paulo, por nosso amigo Gabriel Olivieri.
É isso. A gente espera que essa energia e esse espírito de experimentação perpetue pra quem for fazer o "Quebra Asa, Vol. 2".
_ Fernando Motta
Gravado por Gabriel Olivieri, no Cavalo Estúdio, no dia 13 de setembro de 2022, em São Paulo - exceto "Vontade", gravada previamente por Fernando Bones, no Estúdio Galvani, em Belo Horizonte.
Produção, edição, mixagem e masterização por Vitor Brauer
Vozes: Fernando Motta
Letras: Fernando Motta (Parceria com Vitor Brauer e Suzanne Horta em "Lesei". Parceria com Vitor Brauer em "Meridianos". Parceria com Jonathan Tadeu em "Eu Vou Pagar Pra Ver")
Baixos: Jonathan Tadeu
Guitarras: Fernando Motta - exceto em "Eu Vou Pagar Pra Ver" e solo final de "Vontade", por Vitor Brauer
Baterias: Vitor Brauer
Capa: Clara Borges
Logo: Ingrid Abreu
Fotos: Tiago Baccarin
Disponível em todas as plataformas de streaming, aqui estão alguns links.
Youtube
Bandcamp
Spotify
Apple Music
Vitor Brauer sai em turnê nacional esse final de semana, confira as datas em: http://www.vitorbrauer.com.br/agenda
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